"A arte existe para que a realidade não nos destrua." Friedrich Nietzsche



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Poema sem onde


Dedos nervosos
cacos
fragmentos de sangue
de cartas
nervos
algo se quebra
e some
memória
cansaços
vidas se perdem
perdem-se vidas
fragmentos de vidas
passadas
reflexos de coisas
ausentes
tornarão a ser
cansaços
memórias
daquilo que se perde
e some
como cacos
e não há dor
dor é plenitude.
inquietude?
a calmaria das coisas dorme.
a vida não tarda.
ainda é quando.

5 comentários:

Henrique disse...

Vou te dizer uma coisa, é muito difícil comentar os teus textos.

Sem mais.

Henrique disse...

Falo em relação a qualidade das palavras. À sua experiência com elas. É como se houvesse um receio em relação ao entender, "ah, será que é isso mesmo?"

Por isso que acho difícil.

Karoline Serpa disse...

Henrique,

Poesia é tudo, e não é coisa alguma. Muitas vezes as palavras se dizem por si só, como você mesmo disse, em outras, não dizem nada. Não há entender ou não entender, a única coisa válida é sua interpretação. E se você interpretou, você entendeu, do seu jeito, claro.
"Não importa o que o poeta quis dizer". Poesia é liberdade.

Mas saiba que essa é uma opinião minha, certo? Há quem discorde.

Geralmente os meus textos falam sobre a morte, o pó, o nada.

Abraços!

Henrique disse...

Ótima explicação!
Muito obrigado!

Um beijo e um abraço!

Júnior Matos disse...

"Dedos nervosos" escrevem, como se a tinta fosse acabar. Inquietos, quebram regras, martelos, linhas...
Caminhando em seus textos, lembro que a poesia (re)cria um mundo.
Eu, sempre fascinado por suas metáforas e imagens.
Um beijo, Minha Querida Poetisa.