"A arte existe para que a realidade não nos destrua." Friedrich Nietzsche



sábado, 11 de junho de 2011

Devaneios lícitos



Em Campos Elíseos desponta
e paira
no fecho da pupila
perfumados fios
d’água.

Em tempos humanos
crisântemos traduziriam
suas estrelas
e pássaros fotógrafos guardariam
os semblantes
de suas almas.
Na ausência do ser,
alma é sustentáculo.

(Às vezes chove, às vezes minto)
sou toda ecos.

Sublime é a face do silêncio.
Em contemplação à própria face,
persigna-se.
A alma.

5 comentários:

Ir. Francis disse...

"NA AUSêNCIA DO SER,
ALMA É SUSTENTÁCULO."
"SUBLIME É A FACE DO SILêNCIO."
A alma é onde se encontra o sentido da vida. Alma que é espírito, onde habita o Espírito de Cristo.È lá o nosso sustento nas aflições.
Creio que somente os puros de coração conseguem contemplar a sublime face do silêncio. Silêncio que é na verdade uma outra forma de expressão, a mais intensa e verdadeira.

Vilmar Antonio Carvalho disse...

Emociona a forma, o conteúdo e ritmo!

LuH disse...

Delicadíssimos véus!

"Na ausência do ser,
alma é sustentáculo".

Somos todos ecos!


Lindo...Lindo!


Abç

armistício disse...

Nada a acrescentar!

armistício disse...

Karoline, grata e agradável surpresa o teu blog! Desvelar tua poesia é como a emoção do navegador ao descobrir o continente desconhecido; tua poesia tem as altas montanhas de onde é possível tocar as estrelas, mas também tem os vales profundos, com seus rios ora caudalosos e traiçoeiros, ora mansos e acolhedores; há ainda as campinas rochosas com seus cardos coloridos mas há também as florestas densas com suas flores de uma beleza exuberante, exótica, carnívoras. Obrigado.